O que é Ryu

O que é Ryu 
Wayne Muromoto

[Nota do editor: Após ler pela primeira vez este artigo no Furyu The Budo Journal nr. 8, eu imediatamente envie um email ao Wayne com o pedido para colocar neste site, porque este texto resumidamente reflete nosso entendimento sobre um assunto mal-entendido. Ele respondeu isto: "quando eu estava escrevendo a coisa, relembrava da voz de Meik, porque eu o tinha entrevistado anos atrás e nós falávamos sobre a definição de "koryu" e "ryu". Então, se ele gostou, isso foi porque eu subconscientemente defini o seu próprio pensamento enquanto escrevia o artigo". Meik sempre diz que o grau de inteligência de qualquer pessoa é a extensão do quanto ela concorda com ele, então Waybe deve ser um cara muito esperto!]

"Estilo foi básico no modo de vida samurai: estilo nas roupas, armadura, armas, destreza bélica e comportamento no campo de batalha; e esses não diferiam muito dos seus contemporâneos, os guerreiros na França e Inglaterra. Entretanto, sob o ponto de vista cultural, eles se diferenciavam muito. O japonês era um povo literato e a cultura literária samurai era altamente desenvolvida. Os poderosos nobres do Japão, os que residiam na corte do deus-imperador impotente, não procuravam de todo reputação militar, mas se empenhavam para a glória literária. Seus exemplos eram a tônica para os samurais, que comumente eram conhecidos como espadachins e poetas... Os maiores guerreiros do Japão feudal foram, por essa razão, também homens de mente, espírito e sensos cultivados." [John Keegan, História da Arte da Guerra]

O que é Ryu?

Resposta fácil e de tradução inculta: "estilo" ou "escola", como um jeito de se fazer alguma coisa.

Mas você não espera que essa resposta superficial encerre o assunto, não é?

É claro que não. Aqui você encontrará uma resposta mais consistente, mais elaborada.

Certamente "estilo" ou "escola" são definições curtas e relativamente boas de "ryu", mas não o suficiente. O sufixo "-ryu" acrescido ao nome de um sistema de artes marciais (por exemplo: Yagyu-ryu) abrange muito mais que um simples "estilo" ou jeito de se fazer as coisas.

O manar da nascente

Talvez quando você se matriculou numa academia de artes marciais, provavelmente percebeu que nem todas elas são semelhantes. Pessoas do Taekwondo, por exemplo, se vestem com uma roupa de treino com detalhes em preto e os chutes são muito altos em comparação com o pessoal do Karatedô de Okinawa, que vestem uma roupa toda branca e realizam mais socos curtos e chutes baixos. O pessoal do Kung-fu vestem calças pretas e camisetas. Os faixas-pretas do Aikido vestem calças que parecem saias e executam um monte de chaves-de-punho e arremessos, e eles são diferentes dos caras do Judô, que agarram muito na lapela, que por sua vez são diferentes dos... etc, etc.

Acho que você pegou a idéia.

Todas são completamente diferentes já nesse moderno Budô.

Ora, nós estamos afirmamos que podemos distinguir entre os métodos marciais clássicos japoneses mesmo muito antigos?

Sim; este é o prodígio das artes de luta da Ásia. Elas são tão variadas. Você pode pensar que elas poderiam ser meios exóticos em que se usa o corpo ou armas para nocautear o inimigo, considerando que nossa fisiologia humana é a mesma, mas as artes de lutas da Ásia foram desenvolvidas para tirarem vantagem das tênues variações de conceitos e temas básicos.

Esta é a sutileza na aplicação da forma que é a marca/selo da "ryu" e "ryuha", mas nós vamos além de nós mesmos. Antes de tudo, o termo "-ryu" em japonês veio do ideograma (kanji) chinês e pronunciada, em japonês, como "ryuu" (ou "nagare", numa leitura alternativa). Esse ideograma significa "brotar, manar/fluir, jorrando... sistema ou escola", de acordo com o meu dicionário de "kanji". No Japão, quando o sufixo "-ryu" é adicionado a uma palavra como parte de uma escola de arte ou artes marciais, isso expressa o sistema particular ou estilo da arte. Deste modo, temos "Shito-ryu Karatê" (o sistema Shito do Karatê), o "Kashima Shinto-ryu" (escola centrada no santuário xintoísta de Kashima), o "Sogetsu-ryu" (sistema Sogetsu de arranjo floral) e assim por diante.

Em muitas artes tradicionais japonesas, que surgiram no período que podemos grosseiramente correlacionar como sendo a era medieval, os fundadores experimentaram o que resultou de uma revelação divina. Esses peritos já tinham desenvolvido um vasto repertório de conhecimento técnico através do estudo dos métodos marciais, através de experiência em batalha e/ou treinos, exauridos e ultrapassados os limites de suas perícias técnicas, e conscientemente suportado seus "shugyu" (rigoroso treino que testa suas mentes, corpo e espírito).

Muitas vezes decretado nos limites de solo sagrado, como um santuário Xintoísta ou templo Budista ou em um refúgio religioso oculto em florestas ou montanhas, o "shugyo" significava a quebra entre a camada superficial do mundo físico e a barreira dos segredos do universo espiritual. Como a intensidade do treinamento Zen, após diariamente exaurir as vias da consciência, o treinando superando o "shugyu" das artes marciais alcança uma nova e iluminada introspecção/revelação.

Após este período de treino intensivo, orações, e algum tipo de jejum e/ou abstinência, uma visagem poderia aparecer para o fundador, dando-lhe a chave da verdadeira maestria em sua arte. Muitas vezes uma simples frase ou técnica(s) muito rudimentar(es), a revelação poderia ser a chave para desvendar todos os métodos subsequentes que o fundador poderia desenvolver. Por exemplo, a revelação como "tenshin shoden" (conhecimento conferido pelos Céus), ou "muso" (conhecimento granjeado de uma visão celestial).

O conhecimento, assim, era celestialmente puro quando foi originalmente transmitido pelas divindades. Se esse perdurar como um sistema inspirado divinamente, então ele sempre emanará desta pessoa, o fundador. Conseqüentemente, o termo "-ryu", ou "nagare" é o manar original da fonte matriz do estilo, o qual foi inspiração divina.

Há uma diferença na presente conceituação que nós modernamente deveremos entender. Muito do pensamento intelectual moderno assume que estamos nos movendo adiante, em direção a um futuro sempre melhor e sempre admirável, a não ser que sejamos existencialistas ou simplesmente depressivos. Como sociedade não necessariamente acreditamos na vinda do glorioso dia do julgamento Cristão, mas tendemos a pensar que o conhecimento e a história são lineares. Para muitas culturas tradicionais asiáticas o tempo pode não ser necessariamente linear. Ele pode ser uma espécie de ciclo ou espiral repetitiva, no qual os séculos repetem certos temas infinitamente, justo como a maneira que as estações de fases da lua que trazem as chuvas cada ano para o plantio de arroz do sudeste da Ásia. Alguns anos as chuvas são abundantes em outros anos nem tanto, mas o tempo dá-se a impressão de ser uma espiral repetitiva.

Esse padrão da espiral foi desfeito pelo Buda que, através de sua iluminação, finalizou a cadeia repetitiva da reencarnação. Desde a sua época, de qualquer modo, a filosofia Budista sustenta que nós entramos numa idade chamada "mappo" ou numa era quando a sabedoria dos ancestrais deveria declinar. Então o futuro, por essa razão, não é necessariamente melhor do que o passado. Na "mappo" recentes inovações podem não ser melhores que os ensinamentos originais. Qualquer coisa após Buda é pouco menos que o Buda.

Para os japoneses, e estendido aos chineses, especificamente quando eles estavam no centro de uma guerra civil, o mundo certamente parecia caminhar para a destruição.

-- Você ainda está comigo? Bem, então, o conceito de decadência e entropia tem apoio no que é um "ryu". Veja você, a menos que possa clamar que você tem o manar puro da fonte, a transmissão direta (jikiden) dos métodos e conceitos do fundador, que por sua vez recebeu a divina orientação, sua arte marcial é uma degeneração. Assim, inovação por motivo de "modernização" ou melhoramento de um "ryu" é considerada uma degradação. Este é o porque de um "ryu" esforçar-se em manter suas características definidas, como postuladas pelo fundador.

Isto não significa que os "ryu" marciais clássicos são imutáveis, como uma peça de museu. Usando a analogia de um córrego jorrando abundante, se as camadas das calhas acomodam-se/fecham-se o rio estagna e se torna uma fossa/monturo. O rio deve "fluir através dos tempos". Cada mentor, que supostamente recebeu a transmissão direta, tem a prerrogativa para redefinir os ensinamentos do "ryu", desde que se mantenha fiel aos inerentes fundamentos filosóficos e técnicos.

Desde modo, Takaji Shimizu, um dos maiores expoentes do Shinto Muso-ryu Jo do século vinte, foi capaz de desenvolver técnicas "kihon" (básicas) de modo a instruir melhor seus modernos estudantes na arte do bastão inspirada pela visão de Muso Gonnosuke enquanto meditando ao topo do monte Homan. Shimizu sistematizou vários movimentos comuns a diversos "kata" e desenvolveu uma série de técnicas básicas que ajudavam o treinamento; ele não alterou os movimentos dos "kata" em si.

Ou, como outro exemplo, minha própria escola possui o conceito de "kufuu-den". Enquanto o "Bitchu-den Takeuchi-ryu" tem um sistema de "kata" que estende-se a vários séculos atrás, eu recentemente descobri que há outras técnicas claramente adicionadas por instrutores subsequentes. Os "kata" originais são relativamente imutáveis, mas por causa de intercâmbios com outros "ryu" e as revelações descobertas no curso do treinamento regular, mestres sucessivos e estudantes de altíssimo nível dividiram vários "kihon" para melhor adestrar o estudante. Esta superposição de técnicas, em minha opinião, se feita claramente e por boas razões, é um bom estímulo para manter o "ryu" vivo e próspero.

Outras escolas clássicas tem diferentes classificações de semelhantes adendos; um termo é "gaiden" (aprendizado "externo", exemplo: técnicas desenvolvidas externamente à visão própria do fundador).

Você pode ver como, por essa razão, um "-ryu" típico clássico é diferente da forma do moderno "-do". No caso do Judô e Kendô, formais "kata" foram desenvolvidos por comissão de seres humanos, os quais tentam ficar em sincronismo com a tendência modernista que as coisas podem ser sempre melhoradas com o tempo e engenhosidade humana. Igual ao moderno Karatedô, enquanto retém variações "ryu" tenta desenvolver padronização básica com implementação de formas "heian" (originais).

Porque semelhantes "kata" foram desenvolvidos em uma (suposta) maneira científica, eles sempre estão abertos a funilaria e redefinição. Um bom exemplo são as formas do seitei iai, desenvolvido como padrão para o Iaido nos anos setenta. Desde que me foi ensinado pela primeira fez, o seitei iai sofreu várias mudanças, todas para "o melhor".

As rápidas inovações em "kata" podem não ser possíveis em "ryu" clássico, visto que por ser moldado com inspiração divina e quaisquer mudanças poderiam, assim, levar não somente diretamente ao raciocínio técnico mas diretamente a outra revelação divina e, é óbvio, tem sempre que ser, preferivelmente, mais rara que os populares contatos com extraterrestres.

Um "ryuha" é uma facção de uma facção; por exemplo, é a variação de um "ryu" estabelecida por um dos seu excelentes discípulos. Este discípulo não rompeu completamente com os ensinamentos do "ryu", mas desenvolveu uma variação deste que é marcadamente diferente da linha original mas ainda mantém as características básicas do "ryu". Este "ryuha" então se torna uma diferente linhagem da linha original, um contribuinte, se você desejar, do rio principal. Assim, o "Toda-ha Buko-ryu naginatajutsu" é a variação Toda do Buko-ryu (1); da mesma forma, o "Ono-ha Itto-ryu kenjutsu" é a variação Ono do Itto-ryu.

Ryu e Do

Por causa das várias diferenças entre os sistemas desenvolvidos relativamente recentes, o Karatedô conserva seus sistemas "ryu". Assim, enquanto uma escola como a Shito-ryu tenha "kusanku kata", esse é diferente do "kusanku" do Shotokan, que por sua vez é diferente do "kusanku" do Matsubayashi Shorin-ryu.

O Judô, como uma forma "do" (um "moderno" tipo de arte marcial enfatizando o desenvolvimento de mente, corpo e espírito acima da defesa pessoal ou métodos combativos), é somente Judô, ponto! Você pode ter um estilo Kodokan de Judô, um estilo dos colégios japoneses, um estilo Olímpico, mas por ele ser tão bem definido, não existe "ryu" no Judô. Judô é tão maleável nas técnicas e tão baseado em suas aplicações científicas de métodos de agarramento em competições que continua a crescer e inovar em complexidade técnica. Isso, de fato, dificulta verdadeiramente inovar e criar algo completamente "novo". Muito de nós, artistas marciais, na atualidade simplesmente não somos capazes, assim, de uma formidável originalidade.

O Kendô idem. O Kendô, como uma "moderna" forma "do" organizada por comitê, é até mais antigo que o Judô. Restaurado pelos modernistas para alcançar metas esportivas e filosóficas e, nesse particular o que pode ser "ryu" em Kenjutsu, em Kendô é somente Kendô e suas variações das particularidades dos professores.

O Aikido, originariamente, nasceu como uma fusão de técnicas aprendidas por Morihei Ueshiba em vários "ryu", mas esta moderna forma "do", desde cedo, fissurou e dividiu-se, podendo ser visto como grupos diferentes e legítimos, tal como os "ryu". Mas em todos um pode parecer similar e fortemente ligado, por exemplo, a um estilista Tomiki, a um estilista Yoshinkan, a um estilista Aikikai, etc., mas esses são marcadamente diferentes do Daito-ryu, por exemplo.

O Iaido é uma arte interessante. O Zen Nihon Seitei Gata são formas padronizadas que muitos praticantes de Iaido aderem, mas ele é uma justaposição de vários "iai ryu" ainda existentes.

O "Ryu" da moda

Julgando a popularidade de modismos na condução das artes marciais nos Estados Unidos, nós gostamos de misturar técnicas, imaginando que se fizermos uma salada com todos os sistemas isso poderia ser algo melhor que a soma de suas partes... Para um purista, entretanto, poderia muitas vezes vir a ser somente uma confusão retalhos ilógicos.

Em esportes a inovação é boa. O Judô Olímpico, por exemplo, é sempre disputado com influências de outras formas de agarramento que são incorporadas as regras e regulamentos dos campeonatos do tipo "randori". O Karatedô tem sido beneficiado (através de algo experimentado como melhor) pelo intercâmbio de métodos em torneios abertos entre expoentes marcadamente diferentes; os estilistas coreanos podem aprender técnicas de mãos dos estilistas de Okinawa, os estilistas japoneses podem aprender técnicas dos estilistas coreanos, e assim por diante.

Quando adequadas, tais fertilizações cruzadas são boas para o crescimento da forma "do" moderna. Entretanto, elas são comumente desastrosas, quando novatos com somente um conhecimento superficial das técnicas tenta misturar e casar diferentes métodos para criar seus próprios estilos instantâneos de "inovações clássicas", que de modo geral vai parar numa capa de alguma revista de arte marcial e, então, a moda fica somente até a próxima surgir e estimular os leitores.

É extremamente complexo inovar numa forma "ryu" como uma "koryu" (sistema marcial clássico ancestral). Relembre que um "ryu" é o jorrar/manar de uma fonte. Se você inovar muito pode romper a ligação do "ryu" com suas origens divinas. Além disso, alterar muito o estilo pode torná-lo irreconhecível como um estilo pessoal.

Assim, alguém como o antigo ator de filmes de artes marciais, Bruce Lee, foi honesto o suficiente em dizer que percebeu que suas inovações no Wing Chun foram tantas e profundas de modo a nomear sua arte em algo totalmente diferente: Jeet Kune Do. Ele não negou que estava tentando nomear o seu alterado sistema Wing Chun. Ao menos ele foi honesto e não tentou aparentar o que ele não era. Isso é muito diferente dos nossos atuais "inovadores" que denigrem os estilos clássicos e ainda continuam a vestir os ornamentos das artes marciais asiáticas, incluindo faixa-preta, "gi" (roupa) equipado e, mais especificamente, os suplérfluos títulos de sonoridade oriental. (Alguém me mandou uma cópia de uma carta recebida de um tal "mestre" que carimbou sua nota com ato aparentemente oficial. O único problema era que, a letra chinesa (kanji) do carimbo, que eu presumi ele ter traduzido como "grande mestre", na realidade significa "certificado de aprovação em Árvore-mortífera". Que mancada a desse aí!

A inovação é necessária no esporte para promovê-lo como diligência esportiva. Mas um "ryu" marcial clássico não é só esporte, ele é uma tradição artística; para manter a integridade dos seus fundamentos significa mantê-lo próximo a suas origens. Um móvel Quarker, por exemplo, pode ser refeito por artesãos contemporâneos usando poderosos maquinários modernos, mas na minha opinião isso não é um móvel no estilo Quarker se feito de plástico e sem grampos, nas recentes cores néon e tecido estilo "grunge". Um "ryu"clássico não é um "ryu" clássico de as inovações o tornam totalmente irreconhecível.

Aqueles de tendência a praticidade podem reclamar que essas formas clássicas preservadas são inaplicáveis na atualidade. Eles argumentam que aprender habilidades de agarramento/chaves em armadura como um guerreiro clássico acompanhado de armas leves/brancas não faz sentido nos dias atuais e que suas maneiras são melhores. Isso comumente significa que eles ensinam a "sabedoria das ruas", mistura de técnicas diversas, talvez usando modernos implementos como correntes de bicicleta, facas de luta, e assim por diante.

Isso não só é insípido, em minha própria opinião elitista, como também prejudicialmente aquém do conceito lógico de ataques, a verdadeira razão do "ryu" sobreviver tanto tempo. Por ele ter tornado-se teorizado e extraído das situações contemporâneas "práticas" o "ryu" nunca cresce velho. Um "ryu" clássico é eterno e não oportunista.

Em um par de décadas, a vertente dos "kata" de briga dos inovadores modernos pode não fazer sentido porque as vertentes devem ser substituídas pelas barreiras da realidade virtual da Internet.

Uma grande multidão de "Árvore-mortífera" de "sensei-X" argumenta a "relevância" de se ter que continuamente mudar conforme os tempos mudam, desse modo caindo na arapuca de sempre manter-se atualizado com as últimas tendências ou artes marciais da moda a cada mês.

Mas o "ryu" dificilmente muda. Findo o presente e entrando no futuro, o "ryu" segue o passado, não importa o que o futuro possa reservar.

Esse, em um tempo em que a fama é medida em minutos e as vezes em segundos, é um pensamento tranqüilizador.

O rio corre, mas alguma coisa perdura do passado nos conduzindo através do presente e em direção ao futuro, se nós mantivermos em águas límpidas para um gole.

1. Nota do editor: você deve pensar que este foi o caso, mas na realidade nós somos o Buko-ha do Toda-ryu. No princípio do século 19, Suneya Ryosuke, 12o. Sucessor do ryu, mudou o nome para Toda Buko-ryu ou Toda-ha Buko-ryu (ambos foram usados). Ninguém sabe ao certo os porquês e as razões disso, mas essa é característica inerente dos singulares procedimentos de um "koryu" específico.

 

Copyright ©1997 Wayne Muromoto. Todos os direitos reservados.

Este artigo apareceu primeiramente no Furyu nr. 8 (2:4) 1997. Maiores informações nessa revista ou assinar nosso Furyu The Budo Journal (Furyu: o Jornal de Budô)

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Última modificação em 6 de setembro de 1998. 
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