Aikido - Exames de Faixa

Estamos vinculados à Fundação AIKIKAI – Hombu Dojo – Academia Central de Tóquio (Japão) através do Brazil Aikikai

Antiguidade, graduação e idade são fatores de muita importância no relacionamento no dojo.

A mais alta graduação, é a do instrutor-chefe, depois a do instrutor responsável pela turma, depois a do praticante de maior graduação e, dentro da mesma faixa, a do mais antigo de dojo e de idade.

Procure ajudar os colegas do dojo, se possível até profissionalmente, lembrando-se que é uma pessoa com quem temos mais laços que a maioria dos conhecidos. Porte-se com respeito, dignidade e honestidade porque isso valoriza você aos olhos de quem lhe vê.

Resguardado o respeito à liberdade de cada academia, os membros inscritos em nossas associações ou clubes filiados podem transferir-se conservando suas posições na classe ou grau a que pertencem. Para isso, basta comunicarem a sua associação (ou diretamente ao instrutor) a decisão de assim fazê-lo.

Poderão ser instrutores os aikidoístas portadores de faixa preta.

Para se responsabilizar por uma turma, deve-se ter no mínimo o primeiro grau de faixa preta homologado pela FIA.

Os instrutores de AIKIDO devem ser pessoas altamente qualificadas seguindo a tradição e instruções da Fundação Aikikai e da FIA.

O processo decisório é participativo. Porém, tomada a decisão e sacramentada pelo superior, ficam todos incumbidos da sua execução.

As graduações de AIKIDO do nosso grupo são divididas em classes (kyu) e graus (dan) de acordo com a sequência:

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Graduação
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  • Iniciante/Principiante
  • 8º kyu
  • 7º kyu
  • 6º kyu
  • 5º kyu
  • 4º kyu
  • 3º kyu
  • 2º kyu
  • 1º kyu
  • 1º Dan em diante.

Exames

Existem três modos de promoção de faixa:

  • Por exame: compreende provas prática e oral;
  • Por recomendação: para pessoas que contribuíram, por mérito, de maneira relevante e significativa para o AIKIDO, de acordo com os critérios estabelecidos no Regulamento de *Concessão de Graus da Fundação Aikikai, Tóquio; e
  • Misto: combinação de exame e recomendação; uma forma suplementando a outra.

Os exames serão realizados pelos menos duas vezes por ano, conforme o calendário; não há exceções, isto é, não há exames especiais.

Os exames não são obrigatórios.

O pretendente deverá se inscrever no concurso de promoção, colhendo o visto de seu instrutor na ficha de inscrição.

Os diplomas ou certificados são emitidos pela Associação e/ou Fundação Aikikai, e de acordo com cada caso.

O instrutor e/ou aluno deverão observar o pré-requisito de número mínimo de aulas necessário para cada grau. Os graus serão conquistados um a um, sem saltos, inclusive os graus de menores de 16 anos que obedecem à outra classificação.

Não haverá exame ou outorga de faixa preta para menores de 18 anos.

Todo pagamento referente a exames ou seminários deverá ser feito em banco e dentro dos prazos. Não serão recebidos recibos ou fichas de inscrição fora do prazo.

Faça sua inscrição e pagamento com antecedência.

Seja inteligente: envie pelo correio ou entregue diretamente os documentos ao organizador do seminário. Não transfira problemas para seu instrutor, coopere com ele e tome a iniciativa. Afinal, o maior interessado é você. Envie diretamente a ficha, após colher o visto do instrutor.

O seminário e/ou exame é de caráter privado, fechado ao público.

Portanto não será permitida a presença de pessoas não inscritas no local do seminário. Não convide e nem traga parentes, acompanhantes, cônjuge, companheira (o), namorada (o), filho (a)s, crianças, amigo (a)s, colegas, etc.

Os examinandos (toris e ukês) deverão comparecer com antecedência e confirmar suas participações nas avaliações.

Banca Examinadora

A Banca Examinadora é presidida pelo Prof. Santos, shishō*, faixa preta 5o. Dan, AIKIKAI, cabendo a ele, também, o voto de qualidade.

Todos os faixas pretas em atividade, devidamente registrados na FIA, AIKIKAI, independente de serem instrutores ou terem alunos participando do exame, poderão, se convidados pelo Presidente, fazer parte de Bancas Examinadoras.

A Banca tem liberdade para pedir que o candidato execute técnicas adicionais ou que repita outras demonstradas anteriormente. Também poderá efetuar perguntas sobre a história do AIKIDO de modo a testar o nível de conhecimento do (a) candidato (a). Fica a critério da Banca exigir monografia sobre determinado tópico do AIKIDO.

As dúvidas deverão ser levadas ao instrutor e depois à coordenação do Seminário, que poderá submetê-las à Banca Examinadora.

Os membros da Banca darão menções, individualmente, para cada técnica efetuada pelo candidato. Essas menções deverão ser levadas em conta pelos membros da Banca, para a apuração, por consenso ou maioria simples, do conceito final de aprovado ou reprovado, que passará a ser decisão grupal. No caso de dúvida, cabe ao Presidente da Banca o voto de qualidade.

A Banca pode recusar-se a realizar o exame de qualquer candidato.

A Banca Examinadora é soberana em suas decisões. Dessa forma, não caberá recurso contra qualquer decisão dela.

Quaisquer outras questões serão resolvidas pela Banca examinadora.

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* Shishō (師匠) é um título japonês usado para se referir a ou dirigir-se a professores ou mestres de uma arte marcial japonesa tradicional, incluindo, mas não limitado a, aos esportes de combate e instrumentos musicais. A palavra é a combinação do ideograma shi (師), que significa “professor”, e shō (匠), que significa “artesão”.

Chamada, senha, horários, comportamento e avaliação do Aikido

As datas e horários estabelecidos deverão ser cumpridos rigorosamente pelo candidato, sob pena de ser impedido de participar das avaliações.

O candidato devera chegar cedo para responder a chamada, tomar conhecimento de quem será o uke e da ordem de entrada.

Nessa ocasião todos receberão senha de identificação para colocar no keikogi em local visível para a Banca.

O exame começará na hora estabelecida. Nessa hora, todos os candidatos já deverão estar sentados em seiza no tatame e posicionados em linha reta, de frente para o Kamiza.

Não haverá segunda chamada.

O exame começará com o cumprimento ao Kamiza, seguido de outro entre o instrutor e os alunos. Nesse momento o Presidente da Banca declarara aberto o exame.

Os faixas pretas não poderão atuar como uke em exame de grau de kyu.

O candidato tem que ter em mente que os membros da Banca conhecem os detalhes de cada técnica e distinguem muito bem quando e bem realizada ou realizada de forma errada ou artificial.

Os keikogis (quimonos) do uke e do nage (examinando e parceiro) deverão estar limpos e bem amarrados.

O hakama (quando for o caso) devera estar bem preso a cintura e a calca do quimono não poderá aparecer por baixo dele.

O examinando e os parceiros, portanto, deverão se apresentar com aspecto corporal impecável.

Os aquecimentos serão feitos antes do exame, de preferência individualmente, a vontade de cada um.

O examinando que for prestar exame que exija o uso de armas, devera se apresentar levando na mão direita o jo (bastão), o bokken (espada de madeira) e o tanto (faca de madeira).

Depois de entrar no tatame, o examinando repousara as armas na borda direita do tatame (de frente para Banca).

A Banca chamara o candidato e seu uke por seus números. Ao ser chamado, o candidato respondera e andara para o centro do tatame, com seu uke. O candidato e seu uke sentar-se-ão de frente para o Kamiza. O uke ficara a esquerda do nage e os dois farão a saudação sem esperar que a Banca peca.

A seguir ficarão um de frente para o outro e repetirão a saudação. Apos isso, ficarão de pé para o início das técnicas.

Concluído o exame, o candidato e seu uke sentar-se-ão um de frente para o outro e efetuarão a saudação, entre si. Depois, de frente para o Kamiza, farão a segunda saudação. Feito isso, ficarão de pé, recuando alguns passos de modo a não dar as costas bruscamente para a Banca. Virar-se-ão e retornarão aos seus lugares.

Os candidatos e os ukes deverão permanecer no dojo ate a conclusão dos exames, a não ser que a organização do exame determine algo diferente.

Não haverá explicações de nomes de técnicas porque conhecê-los faz parte da avaliação.

Enquanto não for pedida nova técnica, o examinando continuara a executar a mesma técnica. Assim, não e admitido ficar parado aguardando, a não ser que o orador da Banca determine a paralisação e a espera.

Durante a avaliação. o examinando manterá boa postura (sishei) e a guarda correta (kamae). A expressão, corporal e facial, ha de ser tranquila sem revelar insegurança, nervosismo, medo ou cansaço. Coluna ereta, postura natural e firme.

O ritmo da ação deve ser em crescente, desde o princípio ate o fim, mantendo-se 75% da capacidade física em todo o momento. Isso só será possível se o praticante tiver levado a sério sua preparação física meses antes do exame.

O ritmo especifico de cada técnica deve ser uniforme, sem precipitações nem devagar demais, sem tempo morto, usando velocidade adequada e precisão que corresponda a 75% de sua capacidade física total.

Quando for necessário, deve deixar bem claro o atemi, mostrando na técnica seu verdadeiro sentido e eficiência.

Nas técnicas. de controle (ikyo, nikyo, sankyo, yonkyo, etc.) o examinando deve imobilizar com precisão e eficiência. ate que o uke sinta a necessidade de “bater”.

A atitude geral deve ser sóbria e elegante, procurando dominar o nervosismo e a fadiga, mediante o controle da respiração, que deve ser a mais imperceptível possível.

Os movimentos devem ser feitos com sinceridade tanto pelo examinando quanto por parte do uke, pois a Banca não se deixa enganar. Caso ocorra fingimento, produzira efeito ridículo e negativo para o candidato e também para o uke.

Ao realizar defesas contra armas o examinando deve ter em mente que a finalização implica, obrigatoriamente, em tirar a arma do uke. Por exemplo, no caso de tanto (faca) a arma devera ser devolvida com toda a precaução, com o fio e ponta para cima e para si, tomando a distância adequada de imediato, para evitar ataque de surpresa. No caso de jo (bastão), deve devolvê-lo verticalmente. Se for bokken (espada de madeira), segurar com as duas mãos, entregar horizontalmente com fio para si e tsuba para esquerda.

O candidato devera estar alerta (zanshin) a todo o momento. Por isso, dar as costas ao atacante durante o exame implica em reprovação.

O candidato promovido a faixa preta. somente usara a nova faixa apos ter preenchido o formulário apropriado ("application"), pago a taxa da FIA e recebido o diploma da Federação Internacional de Aikido (Tóquio).

O comportamento antes, durante e depois das avaliações também será observado.

Não serão permitidas filmagens nem fotografias durante as avaliações.

Deverão estar no local da avaliação. somente os candidatos, ukes (titulares e reservas) e a Banca Examinadora.

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Hombu Dojo, Aikikai e Federação Internacional de Aikido (FIA)

Para esclarecer a relação entre a Fundação Aikikai e a FIA (Federação Internacional de Aikido), é necessário dar algumas informações preliminares sobre a história do Aikido.

O Dojo Ueshiba

Em 1931 Morihei Ueshiba abriu um dojo no distrito Shinjuku de Tóquio, dedicado a prática da arte marcial que ele denominou aiki-budô.

O dojo foi conhecido como Kobukan e famoso como um lugar para a prática do que era então uma arte marcial revolucionária. O Kobukan foi também chamado de Dojo Ueshiba porque a arte marcial foi criada por Morihei Ueshiba.

O fundador foi influenciado pelo seu treino em várias artes marciais como o Daito Ryu Jiu-jitsu e sua crença na religião Oomoto, mas sua arte era fundamentalmente nova.

Os seguidores do fundador gradualmente se tornaram proficientes na arte e com o passar dos anos também a desenvolveram por si mesmos, eles estabeleceram seus próprios dojos e assim o Dojo Ueshiba se tornou o núcleo, ou "hombu", da rede livre de dojos, todos unidos pelo vínculo entre Morihei Ueshiba e seus seguidores.

Entretanto, ainda que fosse uma organização não oficial, o nome Aikikai gradualmente se tornou usual como o nome para esses dojos unidos ao Dojo Ueshiba.

Morihei Ueshiba adotou o sistema de graduação "dan" usado por Jigoro Kano no Judô e este sistema se tornou um meio de unir os discípulos ao seu mestre.

Alguns dos seguidores de Morihei Ueshiba foram enviados a Manchúria, como parte da expansão japonesa na Ásia, e ensinar aiki-budô lá como disciplina do currículo universitário.

Os anos da Guerra

Durante os anos imediatamente precedente a 2 a. Guerra Mundial e, é claro, durante ela, a organização das artes marciais ficou sobre o controle do governo militar japonês. Morihei Ueshiba retirou-se para Iwama, na prefeitura de Ibaragi, onde ele dedicou-se a lavoura e a pesquisa nas artes marciais e na religião Oomoto.

Um santuário Aiki, dedicado à religião Oomoto, foi construído em Iwama em 1943. Entretanto, o Kobukan (Dojo Ueshiba) continuou em Tóquio sob direção de Kishumaru Ueshiba (*), filho do Fundador e pai do atual Doshu. (*) falecido em jan/1999.

Muitos da segunda geração de seguidores, por exemplo, Sadateru Arikawa, Hiroshi Tada e, posteriormente, Seigo Yamaguchi, juntaram-se, logo após o fim da guerra, aos antigos estudantes, como Rinjiro Shirata, que eram membros da Kobukan desde os anos 30.

Após a derrota do Japão, a prática de artes marciais foram proibidas pelas forças de ocupação americanas, este fato e as severas condições econômicas tornaram impossível continuar as atividades da Kobukan e muito difícil para o dojo rural de Iwama. Nesta época o centro real do Aikido era em Iwama e ficou assim até 1956.

Kishumaru Ueshiba tinha um emprego de tempo integral até 1955 e o dojo em Wakamatsu-cho (Shinjuku) foi temporariamente residência de famílias que perderam seus lares no bombardeio a Tóquio.

Todavia, Morihei Ueshiba continuou a atrair seguidores e eles se esforçaram para continuar a prática da arte, que posteriormente passou a ser conhecida como Aikido.

Morihiro Saito ingressou no dojo de Iwama em 1946. Hiroshi Isoyama ingressou logo depois, quando ainda era estudante secundarista. Outros, antigos, estudantes, como Okumura-shihan, retornaram ao Dojo Ueshiba após eles terem sido exonerados do serviço militar.

A organização ainda era muito livre, com o Dojo Ueshiba, em Shinjuku, sendo considerado como o local de nascimento da arte e o dojo santuário de Iwama como de fato o Hombu Dojo e, como tal, o centro da livre associação entre os, mais ou menos autônomos, dojos irmãos da Aikikai.

Principais Mudanças

Até 1949, não ocorreu prática regular em Shinjuku. As dificuldades econômicas dos anos da Guerra gradualmente foram diminuindo e a organização do Aikido, nos dez anos seguintes, também tomou numa personalidade diferente. Em vários aspectos, as mudanças foram revolucionárias e elas afetaram profundamente o desenvolvimento da arte.

Primeiro, a arte deixou de ser secreta e passou a estar disponível para qualquer um praticá-la. Um candidato a praticante não precisava mais de uma recomendação por parte de uma pessoa eminente para pisar no dojo. De fato, até por volta de 1956, os estudantes regulares do dojo de Tóquio consumiam a maioria de seus dias saindo para lugares como embaixadas estrangeiras, dando demonstrações de Aikido e procurando, ativamente, novos membros para o dojo.

Segundo, a prática do Aikido se tornou verdadeiramente internacional. Morihei Ueshiba em pessoa viajou uma vez para fora do Japão, para o Havaí, mas o seu filho, Kishumaru Ueshiba, viajou extensivamente para fora do Japão. Alguns dos discípulos do Fundador e de Kishumaru fixaram residências ou estabeleceram organizações embrionárias foram do Japão. Geralmente, essas organizações também usavam o nome Aikikai e adotaram a mesma livre estrutura como era encontrada na antiga Aikikai e organizações filiadas no Japão. Assim, nos antigos anos 60, Nobuyoshi Tamura, Hiroshi Tada, Katsuaki Asai e Kazuo Chiba viveram na Europa.

Durante o mesmo período, Yoshimitsu Yamada e Mitsunari Kanai estabeleceram-se nos Estados Unidos e Seiichi Sugano na Austrália.

Estrutura Legal

Outra grande mudança foi o Aikido se legalizar.

A “Zaidan Hojin Aikikai” (Fundação Aikikai) foi criada em 1948 e registrada na prefeitura de Ibaragi, onde o dojo Iwama estava localizado.

De fato, a Kobukan teve sua contrapartida legal na Kobukai, uma fundação criada em 1940 graças aos esforços do Almirante Isamu Takeshita, um estudante de Morihei Ueshiba.

Em 1948, entretanto, havia um desejo geral de se romper com o passado militarista e isto foi entendido, e também politicamente desejável, que a reconstituída organização deveria ser estabelecida legalmente como nova.

Como uma entidade legal, a Fundação Aikikai tinha estatutos, conselho de diretores e consultores e o Dojo de Iwama era o Hombu (Sede) da organização.

Posteriormente, a sede mudou-se de volta para Tóquio e o dojo de Iwama se tornou uma filial. Além disso, os graus "Dan" dados por Morihei Ueshiba e seus discípulos foram embutidos em um sistema, com validação dos graus também dados pela Fundação Aikikai.

De certo modo, essa mudança tardia foi problemática, antes a concessão de "Dan" era puramente pelo julgamento pessoal do mestre em relação à proficiência dos seus discípulos. Alguns graus de discípulos antigos, foram concedidos pelo Fundador verbalmente e nunca foram validados pela Fundação Aikikai.

O Hombu Dojo, a Aikikai e a FIA

O prédio situado em 17-18 Wakamatsu-cho, Shinjuku, Tóquio é, assim, o atual centro de operações do Aikido que pode ser subentendido sob três chefias separadas:

  1. Ele é a AIKIKAI HOMBU, isto é, a Sede da organização legal conhecida como Fundação Aikikai, com o seu conselho de diretores e consultores e seus registros de graus "Dan". Em outras partes do Japão as organizações são denominadas SHIBU (filiais). Por exemplo, Filial Aikikai na prefeitura de Hiroshima (Aikikai Hiroshima Kenshibu) como parte da Fundação Aikikai registrada em Tóquio. O Presidente da Aikikai Hombu é o Doshu Kishumaru Ueshiba e o Chefe é Moriteru Ueshiba.
  2. Ele é o HOMBU DOJO, o lugar aonde o Aikido é praticado de acordo com os princípios legados por Morihei Ueshiba. O Hombu Dojo é o dojo sede da rede de organizações da Aikikai, tanto no Japão como no exterior, que têm sido criadas por seguidores do Fundador ou de seu filho e que também mantém vínculos pessoais com o Fundador e sua Família.
  3. Ele é a Sede da Federação Internacional de Aikido (FIA) / International Aikido Federation (IAF). A Federação Internacional de Aikido foi fundada pelo desejo de várias organizações de Aikido na Europa. A Aikikai Hombu acordou com a criação da FIA e o primeiro Congresso da FIA foi sediado em Tóquio em 1976.

Por não serem federações, a Hombu Dojo e a Fundação Aikikai não são membros da FIA.

Membro da GAISF

Neste ponto, entretanto, um delicado problema surge.

O fato da FIA ter sido criada no Japão significa que ela foi criada de acordo com a lei japonesa, mas a lei japonesa não acolhe a existência de organizações internacionais, mesmo elas tendo sido fundadas no Japão.

Outro problema foi que nem a Fundação Aikikai e nem a FIA tinham status formal fora do Japão.

Eventualmente, após muita discussão e argumentação, a decisão foi procurar se tornar membro da GAISF – General Association of International Sports Federations (Associação Geral de Federações Esportivas Internacionais) que é a única organização que reúne todas as federações internacionais de esportes olímpicos e não-olímpicos em um grande corpo.

A GAISF é reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional e da qual praticamente todas as organizações esportivas do mundo são membros.

Já que a Fundação Aikikai não é uma federação internacional e não pode se associar ao GAISF, então o único membro do GAISF para o Aikido é a FIA, membro desde 1984.

Ambos, a Hombu e a FIA estão bem cientes que a participação em uma federação internacional de esportes é singular, pois nas bases fundamentais do Aikido não há competições e, neste sentido, não pode ser visto como esporte.

Todavia, o fato é que alguns países criaram seus próprios padrões para a organização e reconhecimento de entidades de artes marciais, com suas regras e reconhecimento considerando o comitê olímpico nacional ou filiação à GAISF, como uma condição essencial para o reconhecimento local do Aikido. Por isso a FIA, e sua filiação ao GAISF, é elemento muito importante no reconhecimento internacional do Aikido, como ele é ensinado e praticado na Hombu Dojo e normatizado pela Fundação Aikikai.

P. A. Goldsbury, Diretor-Presidente da FIA

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Traduzido por: Mário COUTINHO Jr. e Revisado por: J.F. SANTOS (02/jan/1999)
No site da FIA encontra-se o texto original em inglês.