Iaido

Iaido

História

Introdução à história do Iaido

O Iai primitivo foi idealizado por Hayashizaki Jinsuke Shigenobu, guerreiro samurai, no período da guerra interna japonesa no século XVI.

Desde então, o Iai se desenvolveu através de muitos sucessores e atualmente existem várias escolas como a Muso Shinden Ryu, Muso Jikiden Hasegawa Eishin Ryu (também conhecida como Eishin Ryu), Omori Ryu, Mugai Ryu, Keishi Ryu, Hooki Ryu, Tamiya Ryu, Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu, Shinkage Ryu, etc. As kata (formas) dessas escolas denomina-se usualmente de "koryu" (escola clássica/antiga).

Existe também o Seitei Iai da Zen Nihon Kendo Renmei - ZeKenDen (Federação Japonesa de Kendo), que é um conjunto de 10 "kata" selecionadas das escolas Muso Shinden Ryu, Eishin Ryu e Hooki Ryu.

O Seitei Iai não é uma escola. Ele foi montado para se uniformizar os exames de graduação, portanto quem deseja se graduar junto a Federação Japonesa de Kendô tem que, necessariamente, aprender o Seitei Iai.

Por ser, a Zen Nihon Kendo Renmei, uma organização com atuação no mundo inteiro, o Seitei Iai é o mais praticado e difundido juntamente com a Muso Shinden Ryu pois é também desenvolvida pela ZenKenDen.

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A Kataná

A espada no Japão tem uma importância cultural muito forte, tanto na vida nacional como na individual, o que é muito difícil de compreender para a mente ocidental. Vale registrar que existem condecorações oficiais para homenagear os melhores mestres espadeiros. E as espadas confeccionadas por estes espadeiros famosos atingem preços altíssimos.

A forja da lâmina é feita através de cerimonial religioso e a espada é tida como a alma do combatente (samurai).

O samurai era o único autorizado a portar o "daisho", conjunto das três armas: katana (espada), wakizashi (espada curta) e tanto (punhal). O "daisho" constituía o distintivo do samurai.

A katana era reservada para combate, o tanto (punhal) era usado para seppuku (suicídio cerimonioso) e as vezes para combate. A espada menor (wakizashi) era um símbolo de status. O tanto (punhal) era usado para degolar o oponente morto, uma vez que o crédito pela missão só era concedido pelos superiores à vista da cabeça da vítima, para identificação.

Com a dimensão de até 30 cm, existe a ayaguchi ou aikuchi (para mulheres) que podia ser usado para defesa própria, e em última necessidade, proteger a honra da mulher por suicídio. Essa faca não tinha tsuba (guarda) e podia, assim, ser oculta entre as mangas do kimono. O método recomendado para mulheres era cortar a própria jugular.

Quando a cavalo, os samurais usavam espadas longas chamadas de "tachi" ou "dai-katana". Entretanto, cairam em desuso após 1660 devido a proibição, por parte dos governantes, do uso de cavalos, tornando assim, o porte das tachi desconfortável e de manuseio impróprio. Por esta razão as espadas diminuíram de tamanho de modo a serem colocadas na cintura (obi) com fio para cima e serem facilmente sacadas. Era a katana, propriamente dita.

Muitas espadas tachi, após 1660, foram encurtadas para se tornarem katana.

Diferente da espada ocidental, a espada japonesa era usada mais para cortar do que bater ou estocar.

Uma espada, através da avaliação de sua lâmina, pode indicar o período em que foi confecciona pois ao longo dos tempos algumas características, tais como curvatura e tamanho, foram diferentes.

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