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Vaca de presépio, nao pode!!

Este artigo vem bem a calhar, foi escrito pelo
João Alfredo Biscaia- Consultor Sênior do Instituto MVC
http://www.institutomvc.com.br/insight187.htm#mat1
Fale com o Biscaia: biscaia@institutomvc.com.br
EXECUTIVO NÃO É SACERDOTE!!!!
"OBEDIÊNCIA, NÃO, DISCIPLINA SEMPRE.
 Obediente, segundo Aurélio, significa: submisso, vassalo, dócil e
humilde. Dócil e humilde, quando apresentados como sinônimos de
submisso e vassalo, adquirem significados diferentes.

É extremamente agradável e gratificante conviver com pessoas dóceis e humildes, ao contrário de agressivas e arrogantes.

Submissão e obediência significam aceitar, passivamente, verdades inquestionáveis. 
Confesso ter enorme dificuldade em aceitar repartir o mundo entre as
pessoas com base em princípios que exigem obediência. A visão
maniqueísta do mundo não deve existir na realidade das organizações
de sucesso.
A "tirania do ou", (viva a "genialidade do e"), conforme consta nas
páginas 74, 75 e 76 do livro "FEITAS PARA DURAR", de James Collins e
Jerry Porras. Elas comprovam cientificamente esta minha afirmação.
Se você, como executivo e líder de pessoas, estiver em busca apenas
da obediência, recomendo que mude de profissão, pois ainda há tempo
suficiente para se tornar um sacerdote.
Há uma enorme diferença entre pessoas "obedientes" e "disciplinadas".
Defendo e admiro, ardorosamente, os disciplinados e
desobedientes/questionadores, jamais os indisciplinados e obedientes/
vassalos.
Os simplesmente obedientes merecem minha indiferença, que é um
sentimento difícil de brotar no meu coração, mas não posso negar o
que sinto.
Indivíduos que sempre cumprem ordens sem saber por que as estão
cumprindo são absolutamente dependentes não merecendo, no meu
entender, estar na folha de pagamento da empresa onde trabalha. Nem
mesmo o líder deles. Somente nos momentos de crise, que nunca na
história da humanidade foram eternas e permanentes, posso admitir a
"obediência consciente", lúcida, em benefício do bem comum.
Quem é excessivamente obediente, sempre faz tudo sem saber o que está
fazendo. São verdadeiros "paus mandados", na maioria das vezes
adoradas e idolatrados pelos seus "chefetes", não líderes, pois não
lhe estimulam o pensamento divergente na busca de sufocar qualquer
situação de conflito, que, no meu entendimento, é algo inerente na
vida de qualquer ser vivo e em crescimento.
UM ESCLARECIMENTO.
Em nenhum instante passou ou passa na minha cabeça, a idéia de
identificar qual é o melhor, executivo ou sacerdote.
O meu único propósito genuíno sempre foi, e ainda é, o de alertar os
executivos que referenciam o livro "O Monge e o Executivo" a não
confundirem a vocação sacerdotal daquela que as empresas de sucesso
exigem e querem de seus profissionais, de qualquer nível hierárquico.
 UMA REFLEXÃO FINAL.
 Danuza Leão, em seu artigo na Folha de S.Paulo de 15 de março de
2009, afirma que "não se incomodaria nem um pouco se fosse
excomungada". 
Pegando carona nesta frase eu também afirmo o seguinte: "não me
incomodaria nem um pouco se fosse exonerado de uma organização que
privilegia o pensamento único e abomina divergências de opiniões e
sentimentos".
A propósito, solicitaria demissão antes que isto viesse acontecer,
mesmo com toda crise porque estamos passando. Prefiro a liberdade à
opressão, é uma questão de escolha.

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